Dizer que New York City é do outro mundo é um lugar comum absolutamente vulgar.
Chegando às 8 da manhã do Porto, pode-se chegar cá num teco teco regional para Madrid e um Airbus para o JFK às 6 da tarde (18 horas depois).
NYC não é do outro mundo, mas pode dizer-se que, neste mundo, é um sítio muito particular. As praças mais importantes das capitais europeias são aquelas cujos edifícios e monumentos lhe conferem um carácter histórico de grande valor cultural.
Times Square é interessante pela demonstração de parte da cultura americana. A publicidade é tão desenvolvida e interactiva que nos sentimos rendidos à demonstração poderosa das marcas como a Coca-Cola, as marcas de carro americanas, M&Ms, entre outros, como podem ver na foto. Das várias ilações que se poderia tirar da popularidade desta praça, escolho duas em particular.
A primeira está sociedade consumista e individualista na qual os indivíduos estão mais interessados naquilo que podem comprar e ter para si do que os grandes feitos históricos que uns "quaisquer" antepassados possam ter realizado.
A segunda está relacionada com a relação dos estadunidenses com o sucesso e empreendedorismo. A maioria das empresas com publicitadas em Times Square são americanas, antigas como a GMC e mais recentes como o Yahoo!, com alcance global. Num ano de crise, até o Bank of America mantém o seu espaço em Times Square, ostentando o orgulho e confiança na sua sobrevivência à mesma.
Um outro pensamento que tive foi absolutamente elementar ao nível teórico, mas o facto de ser observado in loco foi importante: há muita gente no mundo! NYC enche-se de pessoas de todas as formas e feitios e é mesmo curioso tentar perceber o que move cada uma daquelas mentes, certamente todas diferentes.
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Fora de reflexões ainda fraquinhas, o dia correu bastante bem. O vôo não foi tão maçador como seria de esperar, mas tudo correu bem entre problemas intestinais e análise de estereótipos.
Erradamente considerámos que este dia seria perdido. Pelo contrário, foi uma óptima entrance nesta pequena viagem. Andámos durante três horas e meia pelas ruas da Big Apple, apercebendo-nos dos pequenos pormenores que valem a pena como, por exemplo, o facto de que sai mesmo fumo das tampas de esgoto da cidade e que em geral, gera um odor longe do "ar fresco" a que o Porto nos habitua.
Muitas pessoas, edifícios, lojas, carros, entre outros, numa realidade muito própria, não fosse esta a primeira cidade cosmopolita moderna.
Para já, estamos a adorar.
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