quinta-feira, 30 de julho de 2009

NYC: day four thougts

O dia 4 foi iniciado com a rotina do pequeno-almoço com panquecas e café e partida da Xana para a NYPC. Para colmatar a falha de ontem, visitámos o Guggenheim. A exposição actual têm ênfase no próprio arquitecto do edifício, Frank Lloyd Wright, nos vários projectos que elaborou (postos em prática ou não). Pudemos observar peças oferecidas pela família Tanhauser ao museu, como Monnet, Renoir, Picasso, Gauguin, Degas, Cézanne e Vieira da Silva também. Havia ainda uma ala dedicada a Kandinsky e seus colegas de estilo. Tudo muito interesstante e dinâmico (com audio tour) e no último piso com trabalhos artísticos de alunos das escolas primárias de New York. Os trabalhos deste "artista dos setes ofícios", Wright, tem muita influência asiática e usa e abusa de círculos e formas redondas (como se pode ver na foto), criando edifícios lindíssimos e com grande ligação ao meio ambiente inserido.



Sem perder tempo e porque agora já dominamos o metro (embora ainda não estejamos habituados ao cheiro e calor), fomos para o Madame Tussaud's (MT). O culto da personalidade é muito significativo na sociedade actual. Cantores, políticos, desportistas, actores de cinema são personagens do nosso imaginário porque entram em nossas casas pela televisão sem que tenhamos bem noção disso mesmo. Para além dos actores de cinema de Holywood, este museu já inclui duas personagens de Bolywood, nomeadamente do Slumdog Billionaire, que recebeu óscar para melhor filme da Academia de 2008.

A verdade é que as figuras políticas têm o seu lugar na nossa mente não devido à posição que ocuparam, mas sim devido à forma como o fizeram e ao seu carisma. Fidel Castro, Mandela, Reagan, Roosevelt, entre outros, incluindo a coqueluche da companhia, Obama. Também mentes brilhantes têm lugar neste espaço de adoração dos mais conhecidos na nossa sociedade como Albert Einstein e Bill Gates.

Depois dos génios, passámos para a cena musical, por uma casa dos horrores na qual descobrimos uma nova velocidade de corrida. Desde Louis Armstrong até às Spice Girls, passando por Tina Turner e Elvis Presley, alguns mais realistas do que outros. Com os espaços muito caracterizados e música a condizer, este Madame Tussaud's tem mais impacto que o de Londres, e isso é particularmente notório nesta secção.

Uma nota final sobre o MT: a Ana tirou uma foto com o Yao Ming, chinês, jogador de basquete da NBA e nunca pareceu tão pequena.

A tarde ficou reservada para o Museu Americano de História Natural. Bastante antigo, até pode ser muito bonito, mas a
chuva, a imensidão do museu, a aparente falta de organização e mais ainda a grandeza de cada secção (com secções especiais para os pássaros da América do Norte, por exemplo), juntando na mesma panela o cansaço desse dia (era o 3º museu) e o facto de não termos rede em alguns sítios (estávamos à espera da Xana), fizeram com que não aproveitássemos tanto o MAHN.

De seguida, tínhamos bilhetes para o Phantom of the Opera às 8pm (eram 6pm) e começámos a ir para o hotel para nos trocarmos. Entrámos para o metro e ficámos à espera na
linha que nos levaria ao hotel durante 15 minutos até nos terem informado que estavam a investigar um fogo nos carris e que poderia demorar. Saindo da estação, fomos na direcção errada (para a 8th em vez da 6th, mea culpa) para tentar apanhar um táxi, mas também não resultou. Isto tudo porque estava a chuver torrencialmente (a Xana tinha as sapatilhas a fazer plock plock) e o trânsito estava caótico. Tudo a correr tão bem, decidimos não ir ao hotel e ir assim mesmo para o teatro.Vislumbrando um restaurante brasileiro, não hesitámos em entrar para desenjoar do que temos comido. Comemos picanha, arroz, feijão, tudo a que tínhamos direito e bebemos Bahma.

Não pagámos, mas tivemos direito a um espectáculo fenomenal. Devido ao calor, as portas do restaurante estavam abertas, dando uma boa vista sobre a tempestade lá fora. Um raio caiu no máximo a 5 metros do local onde nos encontrávamos (na rua) e fez um som tipo de queimadura que (não tendo ferido ninguém) foi ao mesmo tempo assustador (porque supreendente) e fantástico (porque raro e potente).

Mas o verdadeiro espectáculo foi o que se seguiu.
O Fantasma da Ópera com performances fantásticas, a história, primeiro publicada em 1909, é de um homem brilhante na música e composição cuja cara é desfigurada e se torna sombrio, escolhendo a Ópera de Paris para se esconder do mundo. Encontrando uma rapariga (Christine) que considera que canta muito bem, começa a treiná-la sem nunca se mostrar (a rapariga pensa que ele é um anjo) e eventualmente ela tornar-se-á a principal cantora da Ópera.

Pelo meio, os donos da Ópera mudam e aí se revela que o antigo dono pagava um salário exorbitante ao fantasma e mantinha uma boxe vazia para ele a ocupar, sob pena de desgraças ocorrerem nos espectáculos (como a queda do candeeiro). O amor do phantom of the opera por Christine é impossibilitado pelo amor da rapariga por Raoul (antigo colega) e o fantasma ameaça matá-lo. No meio de muita carga emocional e da compreensão de Christine (há uma altura em que compreende o que o fantasma fez por ela e beija-o) o fantasma desaparece deixando apenas para trás a sua máscara.

Depois do espectáculo, ainda houve tempo para apreciar a loja de 3 andares da M&Ms e lojas de indianos. Tentando apanhar o metro por volta da meia-noite tivemos que esperar 20 minutos, estando rodeados por escassas pessoas, algumas delas bastante esquisitas. Já no quarto 1908 demorámos muito pouco a aterrar.

Para já, está a ser cansativo, mas a valer muito a pena!

Caso queiram, aproveitem para comentar!



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