sábado, 3 de outubro de 2009

Good News


Depois de semanas a ouvir más notícias a nível nacional, o panorama internacional oferece-nos duas notícias com as quais nos devemos regozijar.

Em primeiro lugar a aprovação do Tratado de Lisboa na Irlanda é uma óptima notícia para quem acredita na Europa e na sua crescente integração. Assim que se resolvam o também problemáticos dossiers da Polónia e República Checa, a União Europeia poderá avançar com o tratado com o nome da nossa capital e que desbloqueará a burocracia em vários organismos e dará mais voz aos europeus. Ao mesmo tempo, a resposta ao comentário de Kissinger de que não saberia para que número ligar na Europa, passará a ter a referência do Presidente da Europa, o que é importante para reforçar o papel da Europa no mundo, numa altura em que o nosso continente tem uma enorme bandeira para carregar, a da passagem para uma economia de baixo-carbono, bem como o importante estabelecer de fundações para instituições internacionais com mais ferramentas para estabelecer o diálogo entre as nações e aumentar a cooperação, tão importante na prevenção de novas crises económicas.



Em segundo lugar, uma das notícias mais importantes dos últimos anos, o Rio de Janeiro será o anfitrião dos Jogos Olímpicos de Verão de 2016! Vendo a apresentação da candidatura fico extremamente orgulhoso e feliz pelos nosso país amigo. Com um projecto de 7 anos que inclui pelo meio o campeonato do Mundo (2014), todas as autoridades brasileiras se uniram, desde o mayor da cidade, ao estado, ao governo federal e inclusive o congresso passou uma posição unânime de apoio aos Jogos independentemente de quem esteja no poder. Plano de requalificação de todo o Rio e não só de uma parte exclusiva, pois os desportos estarão espalhados pela cidade, luta contra a criminalidade através do desporto e da concessão de bolsas para a sua prática, e a cidade maravilhosa ganha assim dois aliados desportivos contra o seu cancro que constitui a dupla de criminalidade e insegurança. Parabéns aos nossos amigos brasileiros por um óptimo trabalho. De referir que o Rio venceu a Chicago, Tóquio e Madrid!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Holanda

Procurando algo de interessante para ocupar o meu Verão, pesquisei no Google Summer Schools na Europa. Encontrei a Utrecht Summer School e escolhi o curso “It’s all about Money”.

Uma óptima desculpa para visitar pela primeira vez a Holanda, a Summer School foi muito formativa no sentido do conteúdo, relacionado com contabilidade empresarial, indicadores económicos e um jogo de gestão muito dinâmico. O programa social também foi interessante tendo o ponto alto sido canoagem à noite nos canais de Utrecht.

A convivência do tipo Erasmus foi também um óptimo teaser para reforçar a convicção de que

devo tomar esta opção no próximo ano lectivo (3º ano, 1º semestre de preferência no centro da Europa).

Foi interessante conhecer pessoas mais velhas que eu, com maior experiência, nomeadamente, um russo que trabalha na Russian Space Corporation, um quase advogado inglês, um duplo mestrado alemão, bem como romenos, franceses, belgas, turcos, entre outros.

A organização é o ponto-chave da sociedade holandesa. Tudo é limpo, organizado, prático e as pessoas correspondem com pontualidade e postura intocável. A utilização de bicicletas é, como se sabe muito ampla em todas as camadas sociais. Mas é difícil explicar a simplicidade de se sair à noite de bicicleta ou o exagero do tamanho dos parques de estacionamento para bicicletas!

Antes de regressar a Portugal passei uma noite em Amesterdão. Uma cidade muito bonita, nomeadamente a praça Dam e os vários canais, tal como em Utrecht. Depois de jantar um belo leitão assado no forno e um pudim num restaurante português, aventurei-me no tão afamado Red Light District.

Na viagem de regresso vim a ler um documento das autoridades de saúde de British Columbia, um estado no Canadá ( http://bit.ly/pnQQh ), no qual é analisada, com fundamentação, a questão da legalidade das drogas. Interesso-me bastante por este assunto desde há algum tempo por considerar que tem um impacto tremendo na sociedade, não só na portuguesa, com consequências terríveis para todos os agentes envolvidos (toxicodependentes, famílias, Estado) excepto para os traficantes de droga.

Neste aspecto e no da prostituição, sou a favor de uma política que coloque a máxima “a liberdade de um indivíduo acaba onde a do outro começa” no lugar que merece. Isto é, nas questões que estão relacionadas com a própria pessoa e com o que esta deseja fazer, desde que não tenha interfira na liberdade dos outros, as quais devem portanto deve ser legais ou descriminalizadas. Por exemplo, o consumo de tabaco é legal, mas é proibido em locais fechados onde, naturalmente, a sua acção prejudica as pessoas que se tornam fumadoras passivas.

A limitação da venda de drogas e do serviço de prostituição a um “district” é uma medida perfeitamente legítima no sentido em que aqueles que pretendem evitar essas actividades só precisam de evitar aquela zona. Hoje em dia, o espectáculo degradante da prostituição de rua ocorre em vários locais sem que haja qualquer controlo.

Estas medidas têm acima de tudo o objectivo de defender as pessoas (toxicodependentes e prostitutos) daqueles (traficantes e proxenetas) que sobre eles exercem uma dominação que pode ser fatal para as suas vidas, permitindo ao Estado assegurar a sua protecção, por exemplo, com testes bimensais às doenças sexualmente transmissíveis, diminuição drástica do tráfico de mulheres e diminuição da criminalidade (pelo corte do financiamento dos elevados lucros do mercado negro da droga).

sexta-feira, 31 de julho de 2009

NYC: day five thougts

Dia 5 foi o último dia completo que passamos em NYC. De manhã, enquanto a Xana arrancava ossos, visitámos Bryant Park, um pequeno parque no meio de arranha-céus, animado pela presença de artistas de 4 espectáculos da Broadway (a cantar as 3 principais músicas do seu).
Este parque é um exemplo paradigmático da visão estadunidense das oportunidades. Onde muitos vêm um parque pequeno que é preciso a Câmara tratar, os norte-americanos vêm uma oportunidade de fazer uma gestão privada do parque, na qual se procura essencialmente a animação e conservação do parque. Ao atrair eventos para o parque (que se encontra em plena zona de negócios) atrai-se pessoas para o mesmo, conseguindo assim patrocínios (Toyota, Bank of America, no que vimos). Somando isto à concessão de pequenos quiosques e lojas de sanduíches, o parque torna-se autosuficiente, as pessoas têm um parque animado onde podem comer e estar a ver eventos interessantes (à noite têm filmes ao ar livre à borla) e as empresas têm também espaço para a sua publicidade (com bancas de demonstração de produtos). É uma win-win situation que seria interessante aplicar em alguns casos em Portugal (assim de repente, ocorre-me a Praça Francisco Sá Carneiro no Porto).
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A sair da NBA store fomos abordados por três tipos com ar de gangster que nos ofereceram CDs e disseram que passavam na MTV, assinando as caixas e só pediam o que pudéssemos dar. Caindo na falcatrua (que percebemos 10 segundos mais tarde do que devíamos) demos 10$.
À tarde fomos ao Metropolitan. Um museu ao qual infelizmente dedicámos pouco tempo, mas que é muito interessante. Passámos por um templo chinês, por uma pirâmide egípcia, passando por esculturas gregas com o membro decepado, entre outros.

À saída do museu (na hora de fecho) vimos uma maneira diferente de ganhar dinheiro. Aliando a capacidade artística, humorística à aplicação no momento certo apreciámos o show de também três indivíduos do qual mostro parte em vídeo. Com muitas piadas e skills, bem como boa ligação com o público (chamaram a Ana como top model para fazer parte do show, por exemplo) fizeram-nos passar uns 20 minutos muito interessantes:

A pedido do Filipe Costa, fomos à Abercrombie & Fitch. A loja vende roupa casual mas com qualidade. Para o Filipe levo uma t-shirt como a que pediu.
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Depois de explorar um pouco a 5th Ave, partimos para o Soho (na foto) onde procurámos durante algum tempo o estúdio do Método DeRose, gerido pelo Marcelo Tessari. Perguntámos a algumas pessoas se conheciam o local e as três pessoas a quem perguntámos foram muito prestáveis: 1. Procurou no seu iPhone, mas não encontrou. 2/3. Foram connosco percorrer a rua (estávamos à procura do símbolo numa janela (descobrimos mais tarde que tinha sido retirado)) e ligaram para o 1820 americano e ligaram para o número que depois conseguimos arranjar. Os nova iorquenhos que encontrámos tiveram sempre esta atitude, prestável, simpática, atenciosa e educada (nada como muitas vezes se estereotipa).
Subindo ao 1º andar da 105 Thompson Street tivemos o prazer de conhecer o Marcelo e o seu (ainda) pequeno estúdio (http://derosemethod.blogspot.com/). Nada pequenas são as demonstrações no Central Park (que apareceu em jornais e na revista TimeOut NYC (a mais imporante no que toca a lazer)), porque têm muita muita gente. Depois de um bom convívio ao sabor de chai, partimos para Chinatown.

Chinatown à noite é muito diferente da de dia como nos constatou a Ana (que já lá tinha estado de dia). Contudo, os traços característicos mantêm-se. É muito grande, muito suja e há muito chineses, como seria de esperar. Todas as principais marcas que têm sucursal nesta zona têm os seus logótipos também em caracteres chineses (incluindo o McDonald's na foto). O carro que se apresenta está todo alcatifado (sim por dentro e por fora).

Para já, estamos muito felizes por ter vindo!

Valeu a pena



quinta-feira, 30 de julho de 2009

NYC: day four thougts

O dia 4 foi iniciado com a rotina do pequeno-almoço com panquecas e café e partida da Xana para a NYPC. Para colmatar a falha de ontem, visitámos o Guggenheim. A exposição actual têm ênfase no próprio arquitecto do edifício, Frank Lloyd Wright, nos vários projectos que elaborou (postos em prática ou não). Pudemos observar peças oferecidas pela família Tanhauser ao museu, como Monnet, Renoir, Picasso, Gauguin, Degas, Cézanne e Vieira da Silva também. Havia ainda uma ala dedicada a Kandinsky e seus colegas de estilo. Tudo muito interesstante e dinâmico (com audio tour) e no último piso com trabalhos artísticos de alunos das escolas primárias de New York. Os trabalhos deste "artista dos setes ofícios", Wright, tem muita influência asiática e usa e abusa de círculos e formas redondas (como se pode ver na foto), criando edifícios lindíssimos e com grande ligação ao meio ambiente inserido.



Sem perder tempo e porque agora já dominamos o metro (embora ainda não estejamos habituados ao cheiro e calor), fomos para o Madame Tussaud's (MT). O culto da personalidade é muito significativo na sociedade actual. Cantores, políticos, desportistas, actores de cinema são personagens do nosso imaginário porque entram em nossas casas pela televisão sem que tenhamos bem noção disso mesmo. Para além dos actores de cinema de Holywood, este museu já inclui duas personagens de Bolywood, nomeadamente do Slumdog Billionaire, que recebeu óscar para melhor filme da Academia de 2008.

A verdade é que as figuras políticas têm o seu lugar na nossa mente não devido à posição que ocuparam, mas sim devido à forma como o fizeram e ao seu carisma. Fidel Castro, Mandela, Reagan, Roosevelt, entre outros, incluindo a coqueluche da companhia, Obama. Também mentes brilhantes têm lugar neste espaço de adoração dos mais conhecidos na nossa sociedade como Albert Einstein e Bill Gates.

Depois dos génios, passámos para a cena musical, por uma casa dos horrores na qual descobrimos uma nova velocidade de corrida. Desde Louis Armstrong até às Spice Girls, passando por Tina Turner e Elvis Presley, alguns mais realistas do que outros. Com os espaços muito caracterizados e música a condizer, este Madame Tussaud's tem mais impacto que o de Londres, e isso é particularmente notório nesta secção.

Uma nota final sobre o MT: a Ana tirou uma foto com o Yao Ming, chinês, jogador de basquete da NBA e nunca pareceu tão pequena.

A tarde ficou reservada para o Museu Americano de História Natural. Bastante antigo, até pode ser muito bonito, mas a
chuva, a imensidão do museu, a aparente falta de organização e mais ainda a grandeza de cada secção (com secções especiais para os pássaros da América do Norte, por exemplo), juntando na mesma panela o cansaço desse dia (era o 3º museu) e o facto de não termos rede em alguns sítios (estávamos à espera da Xana), fizeram com que não aproveitássemos tanto o MAHN.

De seguida, tínhamos bilhetes para o Phantom of the Opera às 8pm (eram 6pm) e começámos a ir para o hotel para nos trocarmos. Entrámos para o metro e ficámos à espera na
linha que nos levaria ao hotel durante 15 minutos até nos terem informado que estavam a investigar um fogo nos carris e que poderia demorar. Saindo da estação, fomos na direcção errada (para a 8th em vez da 6th, mea culpa) para tentar apanhar um táxi, mas também não resultou. Isto tudo porque estava a chuver torrencialmente (a Xana tinha as sapatilhas a fazer plock plock) e o trânsito estava caótico. Tudo a correr tão bem, decidimos não ir ao hotel e ir assim mesmo para o teatro.Vislumbrando um restaurante brasileiro, não hesitámos em entrar para desenjoar do que temos comido. Comemos picanha, arroz, feijão, tudo a que tínhamos direito e bebemos Bahma.

Não pagámos, mas tivemos direito a um espectáculo fenomenal. Devido ao calor, as portas do restaurante estavam abertas, dando uma boa vista sobre a tempestade lá fora. Um raio caiu no máximo a 5 metros do local onde nos encontrávamos (na rua) e fez um som tipo de queimadura que (não tendo ferido ninguém) foi ao mesmo tempo assustador (porque supreendente) e fantástico (porque raro e potente).

Mas o verdadeiro espectáculo foi o que se seguiu.
O Fantasma da Ópera com performances fantásticas, a história, primeiro publicada em 1909, é de um homem brilhante na música e composição cuja cara é desfigurada e se torna sombrio, escolhendo a Ópera de Paris para se esconder do mundo. Encontrando uma rapariga (Christine) que considera que canta muito bem, começa a treiná-la sem nunca se mostrar (a rapariga pensa que ele é um anjo) e eventualmente ela tornar-se-á a principal cantora da Ópera.

Pelo meio, os donos da Ópera mudam e aí se revela que o antigo dono pagava um salário exorbitante ao fantasma e mantinha uma boxe vazia para ele a ocupar, sob pena de desgraças ocorrerem nos espectáculos (como a queda do candeeiro). O amor do phantom of the opera por Christine é impossibilitado pelo amor da rapariga por Raoul (antigo colega) e o fantasma ameaça matá-lo. No meio de muita carga emocional e da compreensão de Christine (há uma altura em que compreende o que o fantasma fez por ela e beija-o) o fantasma desaparece deixando apenas para trás a sua máscara.

Depois do espectáculo, ainda houve tempo para apreciar a loja de 3 andares da M&Ms e lojas de indianos. Tentando apanhar o metro por volta da meia-noite tivemos que esperar 20 minutos, estando rodeados por escassas pessoas, algumas delas bastante esquisitas. Já no quarto 1908 demorámos muito pouco a aterrar.

Para já, está a ser cansativo, mas a valer muito a pena!

Caso queiram, aproveitem para comentar!



quarta-feira, 29 de julho de 2009

NYC: day three thougts

Day 3 foi o mais cansativo de todos até agora. Deixando a podologista ir ter com pés de mortos, partimos para aquele que é um dos mais emblemáticos e importantes edifícios em Nova Iorque, a sede da Organização das Nações Unidas (ONU / UN). Além de ser um edifício imponente, alberga exposições e visitas guiadas que são um despertar de consciência para os problemas humanitários no mundo, nomeadamente em África, na Ásia e na América Latina.
A ONU tem 15 missões de manutenção de paz em todo o mundo, e centenas de missões de apoio a situações desfavorecidas como os refugiados e mutilados de guerra. A guerra é um dos principais problemas da humanidade pois afecta gravemente toda a população. Algumas
estatísticas presentes nas paredes da sede da ONU reforçam a ideia de que as principais vítimas da guerra são as civis (4 em cada 5 mortos numa guerra é civil). Deste ponto de vista, nada justifica uma guerra e neste momento nenhum argumento me convence do contrário, excepto no caso de auto-defesa (como por exemplo para impedir a expansão do III Reich). Vimos um documento com o plano de mortes de Hitler, a "Solução Final" que previa a morte de 11.000.000 de pessoas, incluindo 3000 em Portugal, felizmente, não foi executado na totalidade.

A ONU, em si, trabalha sobretudo no diálogo com os países
na tentativa de resolução de conflitos e também na procura de donativos dos países ricos para fornecer bens básicos para as zonas mais problemáticas (a Palestina é a mais antiga). A ONU tem, por exemplo, malas "School in a Box", "Sports in a Box" e "Tent in a Box" as quais contêm os bens essenciais. A mala para escola tem quadro preto, giz, cadernos, livros, esquadros e réguas. Um quadro de Rockwell muito conhecido tem inscrita uma frase que é considerada a Golden Rule: "Do unto others as you would have unto you" (faz aos outros como gostarias que te fizessem a ti) está também em mural na sede da UN. A imagem que apresento aqui é de uma
escultura moderna chamada "Abraço da Paz".

Almoçando na escadaria do maior edifício dos correio que já vimos, admirámos o enorme Madison Square Garden, onde tudo já aconteceu, desde comícios de Kennedy até concertos de Elvis, passando pela visita do Papa João Paulo II. O Empire State Building, próximo de MSQ, é mesmo muito alto, e serve de ponto de referência para a magnífica 5th Avenue.

Falando de coisas mais pequenas, a razão porque
os americanos são gordos é explicada em parte, consideramos nós, pelo preço da fruta (maçã 1$ cada; laranja 1,50$ cada). As lojas 99c são fantásticas, comprámos lá livro, cadernos para a faculdade, bebidas e chocolates todos ao mesmo preço. Numa dessas lojas compreendemos que os EUA são um país muito à frente no tempo. A capacidade tecnológica deste país supreende todo o mundo com inovações como o iPod, o GPS e com as constantes viagens ao espaço. Contudo, nada diz mais sobre a inovação de um país como o estado de tecnologia dos
seus piaçabas. Nesta loja, e por apenas 2,99$, havia à venda piaçabas eléctricos. Sim, também ficámos boquiabertos e estamos disponíveis para comprar alguns para vos dar para que possam gabar-se aos vossos amigos quando visitarem as vossas casas de banho. Muito melhor do que ostentar carros ou os telemóveis mais recentes!

Mais tarde, passeando pela 7th Ave, a Ana deslumbrou-se com uma loja da Victoria's Secret (que pelos vistos não há em Portugal) e adquiriu um biquiní que ostentará nas belas praias do Algarve. É difícil explicar, mas temos sufocado com o ar quente de NYC, aqui está mesmo muito quente e a humidade ronda os 100%.

Infelizmente eu e a Ana atrasámo-nos no caminho para o Guggenheim e por isso a Xana visitou-o sozinha para aproveitar o tempo (não poderia ver noutra altura). Vamos vê-lo hoje e depois damos o relato do mesmo.
À noite fomos a um restaurante giratório no 42º andar do Marriot Hotel em Times Square, o The View. É mesmo fantástico jantar com o restaurante a girar para poder apreciar a skyline de New York. Só o preço não foi tão fantástico... De seguida apanhámos novamente táxi porque não nos aguentávamos em pé (por estarmos cansados e por termos comido muito (era buffet)). Foi por esse motivo que este post veio mais tarde. Ontem ainda tentei, mas não escrevia coisa com coisa.

Para já, está a ser fantástico!





terça-feira, 28 de julho de 2009

NYC: day two thougts


O segundo dia em Nova Iorque foi ainda mais cansativo do que o primeiro! Acordar às 6 da manhã dá tempo para aproveitar melhor o dia, mas dá sono! Levando a Xana para a sua formação às 8 da manhã, eu e a Ana iniciámos o périplo por Central Park.

A pensar em parques, fiquei curioso sobre se Lisboa tem um parque como tem NYC ou como o Porto (Parque da Cidade). Central Park é muito interessante e é um wake-up call para a velocidade da vida na urbe, nomeadamente, nos transportes públicos, nas estradas, nos trabalhos. Tudo é muito rápido em New York, mas este parque, tal como outros mais pequenos (como o muito activo Bryant Park) é muito calo e relaxante, sendo a pausa ideal para o turbilhão de ideias que a cidade faz passar pela mente (e talvez para as assimilar melhor).

As pessoas em NYC têm um espírito aberto e empreendedor. Hoje encontrámos um senhor que nos propôs uma volta de bicicleta pelo parque, tendo adaptado totalmente a viagem ao que já tínhamos visto e ao nosso orçamento também. A cortesia e disponibilidade demonstradas pesaram na gorjeta atribuída. À noite, em Little Italy, na busca de restaurantes, fomos abordados por um italiano que nos propôs o seu restaurante, o qual era acima do que previramos para esta refeição. Imediatamente, levou-nos a um outro restaurante e disse que lá se comia muito bem e mais barato do que no dele! Estas atitudes beneficiam a todos...

Aproveitando o City Pass, tomámos um cruzeiro num dos barcos que ajudou a salvar pessoas do avião que amarou (arriou) no Hudson River, há uns tempos, passando pela Ellis Island (onde foram avaliados e vacinados cerca de 17 milhões de imigrantes), Estátua da Liberdade e Brooklyn Bridge. Foi também o dia de passar por Wall Street e pelo construction site do novo edifício Freedom Tower, que está a ser construído no sítio onde antes se erguiam as Torres Gémeas.

Passando por uma centro tipo El Corte Inglés quase em liquidação (e repleto de gente, como seria de esperar), cedemos à pressão consumista e passámos um bom tempo a procurar peças de marca a baixos preços (com algum sucesso). De facto, em Nova Iorque sê nova-iorquenho.

O final do dia foi marcado por um cansaço desmesurado, o que nos levou a apanhar um New York táxi. Equipados com televisão, GPS, cartão multibanco, e apenas 3 lugares (devido ao vidro de segurança), estão anos-luz à frente dos portugueses, pelo menos, no que toca a tecnologia.

E assim foi mais um dia em NYC,

Para já, estamos a gostar mesmo muito

segunda-feira, 27 de julho de 2009

NYC: day one thougts



Dizer que New York City é do outro mundo é um lugar comum absolutamente vulgar.

Chegando às 8 da manhã do Porto, pode-se chegar cá num teco teco regional para Madrid e um Airbus para o JFK às 6 da tarde (18 horas depois).

NYC não é do outro mundo, mas pode dizer-se que, neste mundo, é um sítio muito particular. As praças mais importantes das capitais europeias são aquelas cujos edifícios e monumentos lhe conferem um carácter histórico de grande valor cultural.

Times Square é interessante pela demonstração de parte da cultura americana. A publicidade é tão desenvolvida e interactiva que nos sentimos rendidos à demonstração poderosa das marcas como a Coca-Cola, as marcas de carro americanas, M&Ms, entre outros, como podem ver na foto. Das várias ilações que se poderia tirar da popularidade desta praça, escolho duas em particular.

A primeira está sociedade consumista e individualista na qual os indivíduos estão mais interessados naquilo que podem comprar e ter para si do que os grandes feitos históricos que uns "quaisquer" antepassados possam ter realizado.

A segunda está relacionada com a relação dos estadunidenses com o sucesso e empreendedorismo. A maioria das empresas com publicitadas em Times Square são americanas, antigas como a GMC e mais recentes como o Yahoo!, com alcance global. Num ano de crise, até o Bank of America mantém o seu espaço em Times Square, ostentando o orgulho e confiança na sua sobrevivência à mesma.

Um outro pensamento que tive foi absolutamente elementar ao nível teórico, mas o facto de ser observado in loco foi importante: há muita gente no mundo! NYC enche-se de pessoas de todas as formas e feitios e é mesmo curioso tentar perceber o que move cada uma daquelas mentes, certamente todas diferentes.

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Fora de reflexões ainda fraquinhas, o dia correu bastante bem. O vôo não foi tão maçador como seria de esperar, mas tudo correu bem entre problemas intestinais e análise de estereótipos.

Erradamente considerámos que este dia seria perdido. Pelo contrário, foi uma óptima entrance nesta pequena viagem. Andámos durante três horas e meia pelas ruas da Big Apple, apercebendo-nos dos pequenos pormenores que valem a pena como, por exemplo, o facto de que sai mesmo fumo das tampas de esgoto da cidade e que em geral, gera um odor longe do "ar fresco" a que o Porto nos habitua.

Muitas pessoas, edifícios, lojas, carros, entre outros, numa realidade muito própria, não fosse esta a primeira cidade cosmopolita moderna.

Para já, estamos a adorar.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ponto de Vista Contrário

Qualquer iniciativa pública de contribuição para o debate é de louvar, mas é preciso ter em atenção os factos. Conotando um manifesto como "de economistas" é importante não perder a perspectiva do país como um todo e não subverter o debate ao que é debatido entre políticos. Os objectivos deste manifesto parecem incluir passar a ideia na opinião pública de que há economistas que querem o TGV e o aeroporto. O “manifesto dos 28” não defende o fim do investimento público, mas sim a análise mais aprofundada do mesmo. A questão do desenvolvimento do país a longo prazo estar dependente do TGV e do novo aeroporto de Lisboa é extremamente redutora do futuro do país. São também omissos deste manifesto os investimentos que têm sido discutidos como as auto-estradas e a TTT. Relativamente ao investimento em infra-estruturas marítimo-portuárias seria importante saber qual foi feito e se consideram que, tendo em conta o plano estratégico de transportes de Portugal, este é suficiente.

Mas mais do que isto, é importante dizer que o futuro do país não passa por estes investimentos. E é o futuro de Portugal que deve ser debatido entre economistas, nomeadamente quais os desígnios nacionais para as próximas décadas.

Estudos

É importante referir que se é verdade que se estuda o novo aeroporto há 40 anos, também é verdade que foi ainda no ano passado que a sociedade civil discutiu e conseguiu evitar o grande erro de construir o aeroporto na Ota. Os estudos são importantes. Importante também é referir que tendo mudado a localização do aeroporto, o projecto do TGV se mantenha inalterado (ainda estando projectado passar pela Ota). Os estudos são importantes. O Alqueva merecia ter sido mais estudado. A sua utilidade está a servir apenas o turismo neste momento, sendo o regadio (factor essencial para a sua importância estratégica) mínimo, decorridos tantos anos após a conclusão da sua construção. Foz-Côa, que não foi há assim tanto tempo, foi um desperdício de recursos pela decisão da suspensão da obra, com a suposta prioridade a ser dada à preservação do património cultural ali descoberto (quando havia outras possibilidades para o fazer, sem prejudicar a barragem). Perdeu-se a oportunidade de desenvolvimento de uma região e ainda hoje se desperdiça recursos num museu vazio por falta de estudos. Finalmente, como é sabido, numa análise de investimento, os estudos e seus custos passados são considerados custos afundados, não devendo portanto ser considerados.

Desenvolvimento tecnológico e energético

É fundamental referir-se que o desenvolvimento da indústria tecnológica e energética em Portugal em muito pouco depende da construção dos transportes referidos (TGV e aeroporto). A diminuição da burocracia, o incentivo ao investimento em I&D, a criação de parques tecnológicos, as parcerias entre universidades (e o apoio às mesmas), entre outros, são muito menos custosos e têm um efeito multiplicador muito maior. O investimento sério nestas áreas, apostas nas start-up, apoio às energias renováveis (até pela diminuição do défice energético) tem impacto directo na criação de postos de trabalho qualificados de longa duração, diminuição das importações e aumento das exportações com mais valor acrescentado. Estes factores são essenciais para criar “um contexto das condições favoráveis ao desenvolvimento da iniciativa empresarial”, grande impulsionador sobretudo das PMEs, constituintes de cerca de 90% do tecido empresarial português.

Aeroporto

É importante que seja esclarecido o modelo defendido relativamente ao aeroporto. A localização do mesmo em Alcochete permite a construção em módulos, o que permitiria uma contenção nos custos e adequação ao crescimento do tráfego na Portela. Assim, manter-se-ia a Portela (tal como em todas as cidades do mundo que têm aeroporto no seu centro) e constrói-se um na periferia para ser um hub nacional, ibérico e europeu. É também essencial saber-se o modelo de privatização da ANA, o qual deve evitar um monopólio a nível nacional para manter a coesão das regiões servidas por aeroportos estratégicos.

TGV

Seria importante perceber a fundamentação económica da seguinte afirmação “absoluta necessidade de não ficarmos de fora da rede europeia de alta velocidade”. O desenvolvimento do país depende de termos TGV ou não? Sem TGV é impossível desenvolvermo-nos? Como já foi referido, muitos países nórdicos (alguns dos mais desenvolvidos do mundo) não estão ligados à proclamada essencial rede europeia de alta velocidade. Não seria muito mais importante ligar as cidades de média dimensão (consideradas essenciais para o desenvolvimento e coesão do país) por ferrovia, efectuando ligações com Espanha também, permitindo fomento das relações económicas e a internacionalização das empresas de pequena e média dimensão portuguesas em Espanha e vice-versa. Se se quiser diminuir a ligação Porto-Lisboa, apenas é preciso aproveitar o investimento que foi feito no Alfa Pendular, diminuindo o nº de paragens em determinadas horas de ponta e investindo nos carris que em algumas zonas impedem o comboio de circular à velocidade para a qual foi construído. Nem deve ser necessário referir que de todos os estudos, nenhuma análise (muitas delas já demasiado optimistas) mostra que o investimento no TGV é um bom investimento (já incluídas as externalidades de desenvolvimento locais nas estações).

Para terminar, gostaria de referir que ter coragem é promover soluções alternativas de desenvolvimento do país como faz Hernâni Lopes.

Manifestos

A ideia original do Manifesto dos 28 começa a ser corrompida por qualquer manifesto, a fórmula é:

comprar um website
reunir um conjunto de profissionais (a rondar os 30)
divulgar nos media
não publicar comentários contrários ao seu ponto de vista


Li o manifesto e elaborei o meu comentário que publico em seguida também aqui no meu blog.

Hoje, analisado que foi o meu comentário, é interessante ver que na secção de comentários
http://www.pro-investimento.com/comentarios.php apenas estão comentários favoráveis ao próprio manifesto.

É este o problema de grande parte das grandes empresas portuguesas e personalidades, nomeadamente aqueles que se pretendem agarrar ao poder e ao investimento desmesurado do Estado.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

beginning

1º post do meu blog.

Tenho vindo a seguir muitos blogs. Passada a fase dos comentários é natural a passagem para a criação do próprio blog.

Catchamuni é secreto e indecifrável. O blog não, será aberto e supostamente imparcial.

Há muito a dizer.